E-book Gratuito

E-book Gratuito

Como Criar Um Negócio Online e Ganhar Dinheiro na Internet

Não enviamos spam. Seu e-mail está 100% seguro!

Você Quer Resultados ou Está Disposta a Percorrer o Caminho?

como ter resultados no marketing digital; marketing digital para empreendedoras; planejamento de marketing digital; aprender marketing digital; empreender com planejamento

Por que aprender, planejar e colocar o conhecimento em prática exige tempo, persistência e disposição para rever nossas decisões.

Vou começar com uma pergunta que talvez pareça simples: você quer alcançar resultados ou está realmente disposta a percorrer o caminho necessário para conquistá-los?

Antes que responda, quero esclarecer uma coisa. Não estou questionando sua dedicação, sua capacidade ou sua vontade de melhorar de vida. Sei que muitas pessoas trabalham intensamente, enfrentam dificuldades financeiras, dividem seu tempo entre a família e o trabalho e, mesmo assim, procuram oportunidades para construir um futuro melhor.

A questão que proponho é outra. Será que compreendemos o que significa desenvolver um negócio, aprender uma nova atividade ou conquistar resultados consistentes? Ou estamos sendo influenciados por uma cultura que valoriza tanto a velocidade que acabamos confundindo rapidez com progresso?

Basta observar algumas promessas que encontramos diariamente na internet. Aprenda marketing digital em poucos dias. Conquiste clientes rapidamente. Transforme sua ideia em um negócio lucrativo. Descubra o método que está mudando a vida de milhares de pessoas.

Não é difícil compreender por que essas mensagens despertam interesse. Afinal, quem não gostaria de encontrar uma maneira mais simples de superar suas dificuldades?

Mas existe uma diferença importante entre procurar caminhos mais eficientes e acreditar que podemos eliminar todas as etapas de um processo de aprendizagem.

O problema não está em desejar resultados. Está em imaginar que eles podem ser construídos sem compreender, experimentar, avaliar e aprender ao longo do caminho.

É sobre essa diferença que gostaria de conversar com você.

1. Marketing digital é uma maratona, não uma corrida de 100 metros

Costumo comparar o marketing digital a uma maratona, e não a uma corrida de 100 metros rasos. A comparação não significa que todas as estratégias precisem demorar muito para apresentar resultados. Algumas ações podem produzir efeitos rapidamente. Uma campanha bem planejada, por exemplo, pode gerar contatos em poucos dias. Entretanto, construir uma presença reconhecida, desenvolver relacionamentos e conquistar a confiança dos consumidores costuma exigir continuidade.

Imagine uma mulher que começou a produzir bolos e doces para vender. Ela cria um perfil no Instagram, publica fotografias dos produtos e espera receber encomendas. Na primeira semana, poucas pessoas demonstram interesse. Na segunda, consegue algumas curtidas, mas nenhuma venda. Na terceira, começa a pensar que o marketing digital não funciona.

Será que três semanas são suficientes para chegar a essa conclusão?

Depende. Precisaríamos compreender quais pessoas receberam as publicações, se os produtos atendem às necessidades do público, se os preços são compatíveis com o mercado, se as informações para encomendar estão claras e se existe capacidade para atender à demanda. Também seria necessário investigar se o Instagram é realmente o canal mais adequado para alcançar os consumidores daquela região.

Talvez a empreendedora precise melhorar as fotografias. Talvez precise conversar com clientes em potencial. Talvez um catálogo organizado no WhatsApp seja mais útil do que publicar diariamente. Ou talvez suas ações estejam corretas, mas ainda seja cedo para avaliar determinados resultados.

A maratona representa justamente essa necessidade de continuidade, observação e preparo. Quem pretende percorrer uma longa distância precisa conhecer suas condições, administrar os recursos disponíveis e compreender que o ritmo adequado importa tanto quanto a vontade de chegar.

Nos negócios, acontece algo semelhante.

Não basta começar com entusiasmo. É necessário construir condições para continuar, aprender com os resultados e ajustar o percurso quando necessário.

2. Você se lembra de quando aprendeu a dirigir?

Quero utilizar um exemplo que considero particularmente interessante para compreender a aprendizagem.

Imagine seus primeiros momentos ao volante de um automóvel com câmbio manual. Era necessário prestar atenção à embreagem, às marchas, ao acelerador, ao freio, aos retrovisores e à sinalização. Ao mesmo tempo, você precisava observar pedestres, motociclistas, outros veículos e tudo aquilo que acontecia ao redor.

Para alguém experiente, muitas dessas atividades parecem naturais. Mas, para quem está começando, coordenar tantas informações pode ser bastante difícil.

O que acontece depois de algum tempo de prática?

Gradualmente, determinadas ações exigem menos atenção consciente. A pessoa passa a reconhecer situações com maior facilidade, desenvolve habilidades e consegue dedicar mais atenção às condições do trânsito.

Isso não significa que dirigir tenha deixado de exigir responsabilidade. Significa que a aprendizagem modificou sua capacidade de executar a atividade.

Agora pense no marketing digital.

Uma empreendedora que nunca utilizou ferramentas de divulgação pode encontrar dificuldades para criar uma publicação, organizar imagens, escrever uma mensagem, responder aos clientes ou interpretar os resultados de uma campanha.

No início, cada tarefa exige atenção. É necessário consultar orientações, experimentar recursos e, algumas vezes, repetir procedimentos.

Com a prática, determinadas atividades tornam-se mais familiares. A empreendedora começa a reconhecer quais informações seus clientes procuram, quais dúvidas aparecem com frequência e quais recursos facilitam seu trabalho.

Mas existe um detalhe importante nessa comparação.

Aprender a dirigir não significa apenas descobrir onde ficam os comandos do automóvel. Também envolve compreender as regras, observar o ambiente e tomar decisões diante de situações diferentes.

Da mesma forma, aprender marketing digital não significa apenas saber utilizar aplicativos.

É necessário compreender as pessoas com quem desejamos nos comunicar, os objetivos do negócio e a finalidade das ferramentas utilizadas.

A prática desenvolve habilidades. A compreensão permite utilizá-las com mais consciência.

3. Saber não é o mesmo que fazer

No artigo anterior, Você Sabe Muito ou Apenas Consome Muita Informação? conversamos sobre a diferença entre receber informações e desenvolver conhecimento. Agora quero avançar um pouco nessa reflexão.

Uma pessoa pode conhecer perfeitamente a importância do planejamento financeiro e, mesmo assim, não registrar suas despesas. Pode compreender que precisa conhecer seus clientes, mas nunca conversar com eles. Pode estudar técnicas de vendas e continuar apresentando seus produtos da mesma maneira.

Isso significa que não aprendeu?

Não necessariamente.

Conhecer determinado assunto e conseguir modificar o próprio comportamento são coisas diferentes. Existem hábitos, limitações de tempo, dificuldades financeiras, inseguranças e circunstâncias que podem dificultar a aplicação daquilo que compreendemos.

Entretanto, precisamos reconhecer que o conhecimento ganha uma dimensão importante quando conseguimos utilizá-lo diante de situações reais.

Pense em uma empreendedora que participou de uma aula sobre formação de preços. Durante a explicação, compreendeu a diferença entre custos, despesas e lucro. Conseguiu acompanhar os exemplos e respondeu corretamente aos exercícios.

Mas, ao retornar para seu negócio, continuou definindo os preços apenas observando quanto os concorrentes cobram.

Ela pode ter compreendido os conceitos apresentados. O que ainda precisa desenvolver é a capacidade de relacioná-los com sua própria atividade.

Talvez encontre dificuldades para identificar todos os custos. Talvez não saiba como distribuir determinadas despesas. Talvez tenha receio de descobrir que seus preços precisam ser revistos.

É nesse momento que a aprendizagem precisa continuar.

Como professor, sempre considerei especialmente gratificante perceber quando um aluno conseguia utilizar um conhecimento para compreender uma situação que antes parecia complicada. Não era apenas a resposta correta que me interessava. Era a compreensão do raciocínio e a possibilidade de aplicá-lo em outros problemas.

Nos negócios, continuo acreditando nisso.

Uma boa orientação não deveria apenas mostrar o que fazer. Deveria ajudar a compreender por que fazer, quando fazer e como avaliar o resultado.

4. Trabalhar muito não significa necessariamente avançar

Existe uma ideia bastante difundida no mundo do empreendedorismo: para alcançar resultados, basta trabalhar muito.

O esforço é importante. Em muitos negócios, especialmente nos pequenos empreendimentos, a dedicação pessoal é indispensável. Entretanto, precisamos tomar cuidado para não transformar essa afirmação em uma explicação universal para o sucesso ou para o fracasso.

Pessoas podem trabalhar intensamente e enfrentar dificuldades por motivos que não dependem apenas de sua dedicação. Mudanças econômicas, concorrência, limitações de capital, problemas de saúde, responsabilidades familiares e condições de mercado também influenciam os resultados.

Além disso, trabalhar muitas horas não significa necessariamente utilizar bem os recursos disponíveis.

Imagine uma proprietária de uma pequena loja que passa o dia inteiro atendendo clientes, organizando mercadorias, publicando conteúdos e resolvendo problemas. Ao final da semana, está exausta. Entretanto, não sabe quais produtos oferecem melhores resultados, quais despesas aumentaram ou porque determinados clientes deixaram de comprar.

Ela trabalhou muito.

Mas conseguiu compreender melhor o funcionamento do negócio?

Talvez não.

Isso não diminui seu esforço. Apenas mostra que a dedicação precisa ser acompanhada, sempre que possível, de observação, organização e critérios para decidir.

Às vezes, reservar algum tempo para analisar os resultados pode ser tão importante quanto executar mais uma tarefa.

Antes de perguntar como trabalhar mais, talvez seja necessário perguntar:

Quais atividades realmente contribuem para os objetivos do meu negócio?

Essa pergunta não oferece uma resposta automática. Mas pode revelar que determinadas rotinas precisam ser reorganizadas e que algumas decisões merecem maior atenção.

5. Começar pequeno não significa pensar pequeno

Muitas mulheres iniciam suas atividades empreendedoras utilizando recursos que já possuem. Uma cozinha doméstica pode se transformar no ponto de partida para a produção de alimentos. Uma habilidade com costura pode gerar os primeiros serviços. Um conhecimento adquirido ao longo da vida pode abrir oportunidades de prestação de serviços.

Começar com poucos recursos não impede a construção de um negócio. Entretanto, também não devemos romantizar as dificuldades enfrentadas por quem empreende nessas condições.

A falta de capital, o acesso limitado ao crédito, a necessidade de conciliar trabalho e família e a ausência de orientação adequada podem representar obstáculos importantes.

Por isso, começar pequeno exige atenção às decisões.

Imagine uma mulher que deseja vender refeições preparadas em casa. Antes de investir em equipamentos, embalagens e publicidade, seria interessante compreender quem poderia comprar seus produtos, quais exigências sanitárias e legais se aplicam à atividade, quanto custa produzir cada refeição e como organizar as entregas.

Talvez ela descubra que pode iniciar com uma quantidade limitada de encomendas, dentro das condições permitidas para sua atividade. Talvez precise modificar a proposta original. Talvez perceba que o investimento necessário é maior do que imaginava e decida se preparar melhor antes de começar.

Nenhuma dessas possibilidades representa necessariamente um fracasso.

Planejar não significa eliminar riscos ou prever tudo o que acontecerá. Significa procurar compreender melhor as condições em que estamos tomando decisões.

E aqui existe uma distinção importante.

Pensar grande não precisa significar desejar uma empresa enorme. Para algumas pessoas, o objetivo pode ser construir uma atividade capaz de complementar a renda familiar. Para outras, desenvolver um negócio que permita maior independência profissional. Há também quem deseje contratar funcionários e ampliar sua atuação.

O tamanho do empreendimento não determina, por si só, o valor de um objetivo. O importante é que as decisões estejam relacionadas à realidade e às expectativas de quem empreende.

6. Persistência não é teimosia

Voltemos à comparação com a maratona.

Uma pessoa que está correndo e percebe sinais de um problema físico importante não demonstra inteligência simplesmente por ignorá-los e continuar a qualquer custo. Em determinadas circunstâncias, reduzir o ritmo, interromper a atividade ou procurar ajuda é a decisão mais adequada.

Nos negócios, persistir também não significa repetir indefinidamente uma estratégia que não está funcionando.

Imagine uma empreendedora que investe mensalmente em anúncios, mas não consegue identificar se os contatos recebidos se transformam em vendas. Ela acredita que precisa continuar investindo porque ouviu que os resultados aparecem para quem não desiste.

Mas quais informações sustentam essa decisão?

Talvez seja necessário analisar o público alcançado, a mensagem utilizada, o atendimento oferecido e o custo de aquisição de clientes. Talvez os anúncios estejam trazendo resultados que ainda não foram corretamente avaliados. Ou talvez estejam consumindo recursos sem contribuir de maneira suficiente para o negócio.

Sem essa investigação, continuar investindo pode representar apenas a repetição de uma decisão inadequada.

Persistência envolve compromisso com os objetivos. Teimosia pode surgir quando nos apegamos a um procedimento e deixamos de considerar novas evidências.

Essa diferença é fundamental.

Não precisamos abandonar nossos objetivos diante da primeira dificuldade. Mas também não devemos confundir fidelidade a um objetivo com obrigação de seguir sempre pelo mesmo caminho.

Aprender exige disposição para rever hipóteses, reconhecer erros e modificar estratégias.

E isso não demonstra fraqueza. Demonstra capacidade de adaptação.

7. Marketing digital é importante, mas não administra o negócio inteiro

Quero fazer uma observação que considero especialmente importante para quem está começando a empreender.

O marketing digital oferece possibilidades extraordinárias. Permite divulgar produtos, estabelecer relacionamentos, compreender comportamentos, apresentar propostas e alcançar pessoas que talvez nunca conhecessem determinado negócio.

Entretanto, ele não substitui a Administração.

Uma empresa pode desenvolver uma excelente comunicação e, mesmo assim, enfrentar dificuldades porque seus preços não cobrem os custos. Pode atrair muitos clientes e não possuir capacidade para atendê-los adequadamente. Pode aumentar o faturamento e continuar com problemas de caixa.

Imagine uma profissional que oferece serviços de beleza. Ela aprende a utilizar as redes sociais, melhora suas publicações e começa a receber mais agendamentos.

Ótimo.

Mas o que acontece se não calcular corretamente o custo dos materiais utilizados? Se não considerar as despesas do estabelecimento? Se marcar atendimentos em intervalos insuficientes? Se não controlar os recebimentos e pagamentos?

O crescimento da procura pode até ampliar suas dificuldades.

Isso não significa que o marketing digital tenha falhado. Significa que a divulgação é apenas uma parte do funcionamento de um negócio.

É por essa razão que considero importante relacionar Marketing, Finanças, Produção, Atendimento, Planejamento e outras áreas da Administração.

Esses conhecimentos não precisam ser estudados todos de uma vez, nem com a profundidade exigida de um especialista. Mas uma empreendedora se beneficia quando consegue compreender como suas decisões em uma área influenciam as demais.

Antes de investir em uma nova campanha, por exemplo, pode ser útil perguntar se existe capacidade para atender à demanda, se os preços são adequados e se a experiência oferecida aos clientes favorece novas compras.

O marketing digital pode abrir portas. A gestão ajuda o negócio a funcionar depois que os clientes entram.

8. O que podemos aprender com a disciplina de um investidor?

Quero utilizar uma referência que pode parecer distante do marketing digital: Luiz Barsi Filho, conhecido por sua trajetória como investidor no mercado brasileiro de ações.

Um dos aspectos frequentemente associados à sua atuação é a valorização de uma estratégia de longo prazo, fundamentada na análise das empresas e na disciplina para acompanhar os investimentos.

Não estou sugerindo que você reproduza suas escolhas financeiras. Investir em ações envolve riscos, e uma estratégia adequada para determinada pessoa não é necessariamente apropriada para outra.

O que me interessa nesse exemplo é uma questão mais ampla: a importância de compreender o que estamos fazendo e de não modificar nossas decisões apenas porque surgiu uma nova oportunidade aparentemente mais atraente.

No empreendedorismo, encontramos situações semelhantes.

Uma semana, alguém afirma que o segredo está nos vídeos curtos. Na seguinte, surge uma nova ferramenta de inteligência artificial. Depois, aparece uma plataforma que promete revolucionar as vendas. Em pouco tempo, a empreendedora pode estar dedicando mais energia a acompanhar novidades do que a compreender seus clientes.

Isso não significa ignorar a inovação.

Novas tecnologias podem trazer oportunidades relevantes, e determinadas mudanças exigem respostas rápidas. Entretanto, precisamos de critérios para avaliar o que realmente merece nossa atenção.

Qual problema essa novidade ajuda a resolver? Quanto custará utilizá-la? O que precisarei aprender? Como poderei avaliar seus resultados? Existe alguma atividade mais importante que estou deixando de realizar?

Ter uma direção não significa permanecer imóvel.

Significa conseguir distinguir uma oportunidade relevante de uma distração que apenas parece urgente.

9. O que você pode fazer hoje com aquilo que já sabe?

Depois de tantas reflexões, talvez você esteja esperando uma lista de procedimentos para começar a aplicar imediatamente.

Não quero substituir uma receita pronta por outra. Mas gostaria de propor um pequeno exercício que pode ajudar a organizar suas ideias.

Pense em uma dificuldade concreta relacionada ao seu negócio ou a uma atividade que deseja iniciar.

Não precisa escolher o maior problema. Pode ser algo relativamente simples, como organizar as informações sobre seus produtos, melhorar a comunicação com clientes ou compreender determinada despesa.

Agora procure responder a algumas perguntas.

Primeira: o que exatamente desejo modificar?

Evite começar pela ferramenta. Em vez de afirmar que precisa publicar mais no Instagram, procure identificar o resultado que deseja compreender ou melhorar. Talvez queira aumentar o número de pessoas que solicitam informações. Talvez precise facilitar o processo de encomendas.

Segunda: o que já sei sobre essa situação?

Considere informações que possui, experiências anteriores, comentários de clientes e conhecimentos adquiridos em cursos, leituras ou conversas. Procure distinguir fatos observados de interpretações que ainda precisam ser verificadas.

Terceira: o que ainda preciso aprender?

Talvez falte compreender uma ferramenta. Talvez seja necessário conhecer melhor os custos, pesquisar o mercado ou conversar com pessoas que já enfrentaram dificuldades semelhantes.

Quarta: qual ação consigo experimentar com os recursos disponíveis?

Escolha algo compatível com sua realidade. Uma pequena experiência pode ajudar a compreender melhor o problema, desde que não exponha o negócio a riscos desnecessários.

Quinta: como saberei o que aconteceu?

Antes de agir, procure estabelecer o que observará. Pode ser a quantidade de solicitações recebidas, o tempo de atendimento, a redução de determinada despesa ou a avaliação dos clientes.

Depois, analise os resultados. O que funcionou? O que não aconteceu como esperado? Que novas dúvidas surgiram? O que precisa ser modificado?

Esse exercício não garante sucesso. Sua finalidade é outra: ajudar a desenvolver o hábito de relacionar conhecimento, decisão, ação e aprendizagem.

10. Você não precisa fazer tudo sozinha

Existe um aspecto que não gostaria de deixar de mencionar.

Ao falar sobre autonomia, aprendizagem e responsabilidade, podemos transmitir involuntariamente a impressão de que cada pessoa precisa resolver todos os seus problemas sem ajuda.

Não acredito nisso.

Aprendemos com professores, colegas, clientes, familiares, livros, profissionais experientes e pessoas que possuem conhecimentos diferentes dos nossos.

Uma empreendedora não precisa tornar-se especialista em Contabilidade para compreender a importância dos controles financeiros. Também não precisa dominar todas as ferramentas digitais para reconhecer quais atividades merecem atenção.

Em determinadas situações, procurar orientação profissional é a decisão mais responsável.

A questão está na maneira como essa orientação acontece.

Uma boa relação de aprendizagem não deveria transformar quem recebe ajuda em alguém permanentemente dependente de respostas externas.

Pelo contrário, deveria contribuir para ampliar sua compreensão, desenvolver critérios e fortalecer sua capacidade de participar das decisões.

É assim que procuro compreender o papel de um professor.

Ensinar não é apenas apresentar informações ou demonstrar procedimentos. É também ajudar alguém a descobrir relações, formular perguntas e perceber possibilidades que antes não conseguia enxergar.

Ao longo da minha experiência na educação, uma das maiores satisfações sempre foi observar esse desenvolvimento. Ver um aluno compreender determinado assunto, superar uma dificuldade e descobrir que era capaz de realizar algo que antes considerava complicado.

Acredito que essa mesma satisfação possa existir quando ajudamos uma pessoa a iniciar ou desenvolver seu próprio negócio.

Não porque passamos a decidir por ela.

Mas porque contribuímos para que tenha mais condições de decidir por si mesma.

11. Afinal, você quer resultados ou está disposta a percorrer o caminho?

Voltemos à pergunta que dá título a este artigo.

Talvez, depois de tudo o que conversamos, ela tenha adquirido um significado diferente.

Percorrer o caminho não significa aceitar sofrimento desnecessário, trabalhar sem descanso ou acreditar que a dedicação individual resolve qualquer dificuldade.

Também não significa esperar indefinidamente pelos resultados, insistir em estratégias inadequadas ou transformar a persistência em uma obrigação de nunca mudar de direção.

Significa reconhecer que aprender e empreender envolvem processos.

Existem conhecimentos que precisamos adquirir, decisões que devemos avaliar, experiências que podemos realizar e circunstâncias que não conseguimos controlar.

Às vezes, avançaremos rapidamente.

Em outros momentos, precisaremos rever o planejamento, procurar orientação ou reconhecer que determinada ideia não é viável nas condições atuais.

E tudo isso faz parte da realidade.

Não precisamos transformar cada dificuldade em uma lição extraordinária. Algumas situações simplesmente são difíceis, e determinadas perdas não podem ser recuperadas apenas com uma mudança de atitude.

Mas podemos procurar desenvolver uma relação mais consciente com nossas escolhas.

Em vez de perguntar somente quanto tempo falta para alcançar determinado resultado, podemos questionar o que estamos aprendendo durante o processo.

Em vez de procurar uma ferramenta que resolva tudo, podemos investigar quais conhecimentos e recursos realmente precisamos.

Em vez de comparar continuamente nossa trajetória com a de outras pessoas, podemos avaliar nossas condições, objetivos e possibilidades.

E, principalmente, podemos reconhecer que o conhecimento não precisa permanecer limitado aos livros, cursos e vídeos que consumimos.

Ele pode participar das decisões que tomamos todos os dias.

Uma última reflexão: o caminho também nos transforma

Nos dois artigos anteriores, conversamos sobre receitas prontas e excesso de informação.

Primeiro, questionamos a ideia de que existe uma solução universal para problemas diferentes. Depois, refletimos sobre a distância entre receber informações e realmente compreender aquilo que encontramos.

Agora chegamos a uma terceira questão.

O que fazemos com esse conhecimento?

A resposta não precisa ser uma grande mudança.

Pode começar com uma conversa que você vinha adiando, com a análise de uma despesa, com uma pergunta feita a um cliente ou com a decisão de compreender melhor determinada ferramenta antes de investir dinheiro nela.

Pequenas ações não garantem grandes resultados. Entretanto, quando são acompanhadas de observação e reflexão, podem contribuir para o desenvolvimento de capacidades importantes.

E talvez exista algo ainda mais valioso nesse processo.

Ao aprender a analisar custos, você não desenvolve apenas uma habilidade financeira. Amplia sua capacidade de compreender o funcionamento do negócio.

Ao aprender a conhecer seus clientes, não desenvolve apenas uma técnica de marketing. Passa a observar pessoas, necessidades e comportamentos de maneira diferente.

Ao aprender a planejar, não elimina as incertezas do futuro. Mas pode adquirir melhores condições para avaliar alternativas e reconhecer consequências.

A transformação, portanto, não está somente nos resultados que conseguimos medir.

Também pode estar na maneira como passamos a compreender a realidade e participar das decisões que influenciam nossa vida.

Por isso, da próxima vez que encontrar uma promessa de resultados rápidos, não precisa rejeitá-la automaticamente.

Procure compreender o que está sendo oferecido.

Pergunte quais condições seriam necessárias, quais riscos existem e que conhecimentos precisaria desenvolver.

E, antes de tomar sua decisão, faça uma pergunta que considero fundamental:

“Estou procurando apenas chegar a algum lugar ou também estou disposta a aprender o que será necessário para percorrer esse caminho?”

Porque os resultados importam.

Mas a capacidade que desenvolvemos para compreender, decidir e agir pode continuar conosco mesmo quando precisamos mudar de direção.

Ao longo desta reflexão, vimos que alcançar resultados exige mais do que disposição para agir. É necessário compreender o problema, adquirir conhecimentos e aprender a utilizá-los. Essas questões estão diretamente relacionadas aos dois artigos anteriores.

Em [Sabe Qual É o Seu Problema? Você Procura Receitas Prontas.], questiono a busca por soluções que desconsideram nossa realidade.

Já em [Você Sabe Muito ou Apenas Consome Muita Informação?], proponho uma reflexão sobre a diferença entre acumular conteúdos e desenvolver conhecimento.

As três leituras se complementam e nos convidam a compreender melhor nossas escolhas antes de decidir quais caminhos seguir.


Vamos conversar?

Você está enfrentando alguma dificuldade com marketing digital ou tentando encontrar um caminho para o seu negócio?

Conte-me sua situação. Talvez uma boa conversa, seja o primeiro passo para compreender melhor o problema e identificar possíveis caminhos.

E-mail: contato@professormezzalira.com

WhatsApp: 55 (11) 9 9342 6577

Professor Mezzalira

Informação para compreender. Conhecimento para decidir. Orientação para agir.

Tags: | | |

Sobre o Autor

Professor Mezzalira
Professor Mezzalira

Sou formado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) em Comunicação Social, com MBA (Master of Business Administration) em Marketing pela FIA (Fundação Instituto de Administração)/USP (Universidade de São Paulo) e Bacharel em Administração de Empresas pela FAEL (Faculdade Educacional da Lapa) e com mais de 25 anos de experiência de mercado. Atuo como Professor, Palestrante e Consultor de Marketing de Conteúdo, atuando desde 2012 nas ETECs (Escolas Técnicas do Estado de São Paulo) na área de Gestão e Negócios e Empreendedor Digital como Afiliado Profissional.

    0 Comentários

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Damos valor à sua privacidade

    Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

    Cookies estritamente necessários

    Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

    Cookies de desempenho

    Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

    Cookies de funcionalidade

    Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

    Cookies de publicidade

    Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

    Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.

    Importante: Este site faz uso de cookies que podem conter informações de rastreamento sobre os visitantes.